Pós-parto, quarentena, resguardo ou dieta eis os nomes do período de 40 dias após o nascimento do bebê. A mulher precisa descansar, cuidar da alimentação, não carregar peso e  não pode ter relações sexuais.

Enquanto o bebê começa a existir fora do corpo materno, a mãe também precisa começar a se adaptar a inúmeras mudanças. 
A rotina é puxada e os cuidados com o bebê não podem esperar.

No pós-parto há sempre uma separação a ser feita: o corte do cordão umbilical, a saída da placenta, a ida do bebê para o berçário, e assim por diante.
Durante a vida muitas situações nos remetem a esses sentimentos iniciais de separação, como sair da maternidade e chegar a casa, desmamar, introduzir novos alimentos, voltar ao trabalho, deixar o bebê aos cuidados de outros… A cada passo da criança rumo à autonomia (dormir fora de casa, viajar, namorar, casar)  os pais revivem a inevitável dor dessa separação inicial.
Afinal, os pais também se separaram de seus próprios pais que repetem a cada ocasião: “para mim você continua sendo meu filho, meu pequeno”.

O que fazer, e o que não fazer na quarentena:

 

•  A dor e o desconforto indicam esforço excessivo, e cabe à mulher impor limites na sua vida diária;

•  Aproveite o sono do bebê para dormir e descansar, assim você minimiza o cansaço e a irritação;

•  As atividades do dia-a-dia devem ser retomadas aos poucos, em até 45 dias; 

•  Os exercícios para sentar, levantar e andar estimulam a musculatura abdominal a voltar ao normal. Depois de 15 dias a musculatura já recupera 70% da sua forma anterior;

•  Não carregue peso, inclusive o filho mais velho, se tiver.

•  As relações sexuais só podem ser retomadas após a alta obstétrica (40 dias). A ferida placentária ainda esta cicatrizando e há risco de contaminação.

•  A possibilidade de engravidar diminui com a amamentação, mas o risco existe. A prevenção é necessária já na primeira relação após o parto.

•  Caminhadas e passeios podem ser reconfortantes no primeiro mês pós-parto.

•  Ginástica e corrida só depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.

•  Evite dirigir no primeiro mês pós-parto.

Alta obstétrica

 

O retorno da mulher ao médico, de 7 a 10 dias após o parto, deve ser incentivado desde o pré-natal.

O obstetra faz uma revisão do parto e uma avaliação do pós-parto.

Após 40 dias, em nova consulta, com a “ferida placentária” cicatrizada e o aleitamento instalado, a mulher pode ter alta obstétrica. Essa consulta é muito importante porque a mulher precisa escolher um método anticoncepcional uma vez que ela pode voltar a ter relações sexuais.
Recomenda-se que o parceiro participe da consulta e da escolha do método anticoncepcional que o casal utilizará.

O obstetra volta a ser seu ginecologista. 

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