Visitar pais de um recém-nascido e receber visitas é delicado.

É importante que o casal possa pensar sobre o assunto.
Alguns querem festa na maternidade, outros preferem a presença apenas dos mais próximos: avós, irmãos e pessoas queridas. De qualquer forma, mãe e bebê precisam ser protegidos por um guardião de porta. Os avós costumam ter um bom  jogo de cintura para receber as visitas e convidá-las a sair do quarto.

Em casa outros fatores precisam ser considerados.
O recém nascido impõe uma revolução na rotina da casa; ele ocupa várias horas do dia e também da noite além de exigir muito emocionalmente.
Há mulheres que  gostam de estar rodeadas de muita gente, enquanto outras se irritam e se desorganizam.  Há homens que chegam em casa e não querem se dedicar a pessoas de fora. Trata-se de um jogo de xadrez delicado que exige certo planejamento.

Há uma diferença entre visita e companhia.
A companhia vem para ajudar, cozinhar, lavar, passar, fazer compras, manter a casa em ordem, além de ser parceira da mãe nesses primeiros tempos. É uma pessoa em quem os pais confiam. Já a visita vem para conversar, conhecer o bebê e tomar café. Ou seja, muitas vezes dá trabalho e pode afastar a mãe de sua tarefa principal que é cuidar do bebê e de si mesma.

O casal deve poder dizer NÃO para aquelas pessoas que bem intencionadas, acabam atrapalhando.
Reservem alguns horários para as  visitas e mesmo assim peçam para telefonar antes de sair de casa, para confirmar se estarão descansadas para recebê-las.

Via de regra a mãe não deve ficar sozinha por períodos muito longos. Por isso mesmo caberá ao casal decidir quem ficará na casa para acompanhá-la por um período maior ou por algumas horas.

Em geral os pais do bebê não têm muitas opções. Faz parte da nossa cultura que a mãe da mãe se disponha a ajudar. Mas e se ela trabalha? E se a mãe do bebê não tiver uma boa relação com a sua própria mãe? A sogra pode estar disponível e a relação com ela pode ser muito boa.

Qualquer uma das opções pode não ser muito fáceis para o homem. O  ideal é que ele possa tirar um mês de férias para ajudar com o bebê e a casa. E que na medida do possível converse com a mulher para fazer os ajustes necessários à rotina da família.