Para a grande maioria das mulheres o aleitamento materno parece absolutamente natural. E de fato é, natural. Mas nem sempre a amamentação se desenvolve tão naturalmente assim.

Nas três primeiras semanas é comum acontecerem pequenas dificuldades, que costumam atrapalhar o início do aleitamento, como a insegurança se a mãe conseguirá produzir leite suficiente para alimentar o seu bebê.

Na vida intra-uterina o tubo digestivo é praticamente inativo uma vez que o feto se nutre através do organismo materno, isto é, da placenta e do cordão umbilical. No nascimento esta via interrompe-se e exige do pequeno organismo um lento e gradual amadurecimento.

É importante que os pais compreendam como ocorre este processo para que possam superar, junto com seu bebê, as inúmeras intercorrências destes primeiros meses de vida.

Não existe nada mais adequado para alimentar um bebê do que o leite materno. A criança amamentada ao seio não necessita de qualquer complementação alimentar, nem mesmo de água, até o sexto mês de vida. Instalar o aleitamento, no entanto, também é um comportamento aprendido. As mães não satisfazem a fome do filho de maneira automática, elas precisam entender e interpretar o que ele manifesta, o que nem sempre é fácil.

O leite materno alimenta, garante a presença da mãe e favorece a intimidade com o bebê. No entanto, o aleitamento é um processo que comporta outra complexidade: se por um lado a maioria das mulheres tem condições de descobrir ou intuir como dar de mamar para o seu bebê. Mãe e bebê aprendem, no dia a dia, como podem funcionar juntos. O bebê é ativo na sua relação com o mundo: trabalha e faz força para mamar, alterna momentos de sono e vigília e chora quando sente qualquer desconforto.

Cabe ao adulto ler os sinais do bebê e apaziguá-lo, sempre que possível.

Dicas para o pai.

    • Observe de forma atenta e construtiva o dia a dia da sua família.
    • Reconheça a importância do aleitamento exclusivo para a mãe e para o bebê.
    • Favoreça que mãe e bebê definam a frequência e a duração das mamadas. Encoraje a livre demanda na instalação e consolidação do aleitamento.
    • Tome a iniciativa de colocar o bebê para arrotar e troque as suas fraldas sempre que possível.
    • Encoraje a mulher a descansar e sempre que possível, ajuda-a a pedir ajuda frente a qualquer desconforto.
    • Proponha um revezamento nos cuidados com o bebê e também descanse e converse com os seus amigos.
    • Colabore nos afazeres domésticos e no cuidado com os outros filhos, afinal todos podem ajudar um pouco.

Dúvidas em relação ao início ou continuidade do aleitamento materno beneficiam-se de um atendimento domiciliar nos primeiros dias de vida do bebê.