Os bebês não choram apenas quando estão com fome!
Colocar o bebê no peito cada vez que ele chora  justifica-se apenas no início do aleitamento. Logo a mãe descobre que não há mamilos que suportem atrito tão frequente.  E que muitas vezes o bebê não está com fome, mas precisa do contato com o corpo materno. Aos poucos mãe e bebê aprendem outras formas de contato e presença.

Experimente alternativas, com calma, permitindo um tempo de resposta do bebê. Além de observar diferentes choros, comece a perceber sinais precoces de fome: o bebê acorda e começa a se mexer, faz movimentos com a boca e movimentos de procura com a cabeça, faz barulhinhos ou tentativas de colocar as mãos na boca. Nesses casos coloque o bebê no peito antes que ele chore de fome. Alguns bebês têm necessidade de sugar e nesses casos o uso da chupeta pode ser o mais adequado.
Você vai gostar de ler: Como cuidar do bebê: o uso da chupeta.

O que acontece com os pais ou com quem ouve o choro do bebê?
Tão importante quanto pensar nas razões do choro é levar em conta o que acontece com aquele que ouve o choro. A existência do bebê “acorda” na mãe a vida que ela viveu. A função materna é o encontro de uma história que já vem vindo com uma história que começa. A vida do bebê necessariamente é enlaçada à história de sua mãe e de seu pai. Portanto, exercer a função materna, e evidentemente, a paterna são fonte de angustia. Sempre. É uma característica humana. Acalmar o bebê é uma tarefa difícil. E os bebês choram quando tem fome, sono, fraldas sujas, dor física, quando buscam contato ou se sentem angustiados. De todo modo há um apelo. E pai e mãe respondem a esse apelo com a sua própria história, um tanto real, um tanto imaginada, com mais ou menos angustia.

Alguns adultos ficam paralisados, sem saber o que fazer, outros ficam aflitos e começam a afligir o bebê mais ainda, outros ficam com raiva e no limite, agridem… A maioria das mães chora quando o bebê chora. Qualquer que seja a situação é muito importante que a mulher não fique sozinha por muito tempo com o bebê, ou seja, que ela tenha outro adulto para lhe dar o suporte necessário para começar a inventar alternativas para o seu bebê. Em algumas semanas a maioria das mães e dos pais surpreende-se com a própria inventividade.

Você vai gostar de ler: Como cuidar do bebê: Por que os bebês choram?