Mas afinal, por que os bebês choram? Chorar é a principal forma de comunicação do bebê nos primeiros meses de vida, que evoluirá até a expressão verbal. Bebês que não choram preocupam…

Nos primeiros meses o choro é uma forma ainda indiscriminada de o bebê se relacionar com o mundo. Dor, frio, calor, fome parecem, no início ser a mesma coisa. Cabe ao adulto que cuida do bebê, traduzir e dar respostas às suas solicitações. Existem crianças mais ou menos chorosas nos primeiros meses de vida. Muitas vezes os filhos de um mesmo casal são completamente diferentes quanto a chorar ou não nos primeiros meses.

O primeiro movimento do adulto frente ao choro do bebê é o de evitá-lo, impedi-lo ou suprimi-lo, quando na verdade precisaria ter calma suficiente para, observando o bebê, interpretar o seu pedido. Diante do choro do bebê substitua a pergunta “o que fazer?” pela pergunta “como posso te ajudar?” ou “o que você quer?”.

As principais causas do choro, segundo os pais, são a cólica e o ouvido. Mas não é bem assim pois os bebês podem chorar por vários motivos:

Fome: há dias em que a criança tem mais fome que outros e se você está amamentando não inicie qualquer complementação sem conversar com o pediatra, pois muita coisa pode ser feita.

Sede: rara em crianças amamentadas ao peito, exceto em dias muito quentes. Deve sempre ser checada em crianças em aleitamento artificial.

Frio ou calor: o bebê pode estar com a temperatura corporal quente ou fria, dependendo do tempo e da roupa. Faces muito avermelhadas indicam calor e, muito pálidas indicam frio.

Fraldas sujas: os bebês costumam ficar incomodados quando estão sujos ou molhados.

Indisposição por vacina recente: alguns bebês ficam um pouco irritados nos dias seguintes à vacinação. Verifique se não existe “calombo” na região da injeção: compressas quentes no local ajudam.

Ouvido: quase sempre é necessária uma história de resfriado prolongado, com ou sem febre, acompanhado de secreção nasal esverdeada. Caso contrário é pouco provável que se trate de problema de ouvido. Tente uma compressa morna e seca (passe o ferro no pano) e se a preocupação continuar entre em contato com o pediatra. Não pingue nada nos ouvidos do bebê.

Doença: algumas crianças ficam mais irritadas nos primeiros sintomas de gripe e/ou febre. Assim que o quadro regredir voltam a ficar tranquilas.

Ambiente domiciliar: muito movimento, ruído e agitação na casa, podem colaborar para que a criança fique mais irritada e chorosa. Diminua a excitação do ambiente.

Choros em que não identificamos uma causa específica: inúmeras vezes checam-se todas as possibilidades e a criança continua chorando. É uma situação bastante comum e pouco podemos fazer além de acolher, oferecer aconchego e confiança para a criança, ter paciência e aguardar que a crise de choro passe. Situações como estas permitem reconhecer que nem sempre teremos uma solução para todas as queixas dos nossos filhos. O que, a princípio, pareceria uma falha materna e paterna, na verdade funciona como um desafio que promove o crescimento do bebê em busca de soluções a partir de seus próprios recursos. Portanto atenção e muita paciência frente ao choro do bebê.

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