Muitas mães e pais têm a preocupação em não mimar o bebê.

Eles chegam a economizar nos cuidados para evitar que o bebê fique mal acostumado.
Os pais e também alguns avós acreditam que pegar no colo, embalar, conversar e cantar para o bebê precisam ser evitados porque podem causar problemas futuros.
O filho(a) poderia vir a ser uma criança mimada, difícil de contentar, exagerar nas solicitações de atenção e cuidado.

No entanto, estar próximo do bebê, pegá-lo no colo, cantar e conversar com ele, vão torná-lo um bebê mais forte, mais seguro, com maior capacidade de ficar sozinho, e ser independente.

A nossa justificativa é simples: o bebê é recém chegado a este mundo. E embora já conheça bem a mãe, sua forma de se movimentar, o ritmo do seu batimento cardíaco, seu cheiro e conheça a voz do pai, ainda é pouco para ficar tranquilo. Será necessário que as boas experiências, aquelas que acalmam e garantam ao bebê que ele não está sozinho, se repitam muitas vezes.

Embora o recém-nascido seja competente em muitas coisas, ele de fato depende de um adulto para sobreviver. Ele sabe mamar, e dorme quando está satisfeito. Sabe regurgitar, urinar e defecar, dorme, respira, chora. Talvez a sua competência mais incrível é a de ser sensível e muito receptivo a tudo o que é oferecido a ele e, quando o que for oferecido não for bom, ele já consegue se defender. Ele chora um choro que beira o insuportável e convoca o mundo a acalmá-lo. Reorganizado por um adulto, acalma-se e pode voltar a ficar sozinho. Mimar nunca faz mal.

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