O nascimento do segundo filho causa uma reviravolta na rotina da casa. A presença do pai pode fazer toda a diferença.

Quando se trata do segundo filho a experiência, não poucas vezes, é perturbadora e cheia de conflitos. A mãe fica dividida entre cuidar do recém-nascido que pede e exige muita dedicação e as solicitações do primeiro filho, que legitimamente luta pelo seu lugar. Tudo é novo: aprender a conviver com o segundo e administrar os ciúmes ou mal estar do primeiro filho. Para somar a mãe tem que se haver com os inúmeros desconfortos pós-parto, as mudanças no corpo, a instabilidade emocional, o processo de amamentação que não é fácil nem indolor, a nova organização hormonal.
Trabalho é o que não falta.

O tom no relacionamento conjugal que passa a ser mais importante é o da solidariedade, do companheirismo. Trocando em miúdos: a ajuda do pai na rotina da casa. O namoro dos pais deve esperar o término do resguardo, que é o tempo que o útero precisa para se recuperar do período da gestação, e a acomodação da rotina.

O pai que se dispuser a cuidar do filho mais velho, pode ter uma grata surpresa. Sempre que possível, dar banho, trocar, oferecer ajuda para comer, levar à escola, preparar a lancheira, fazer um passeio na rua, levá-lo junto nas compras do supermercado, pode ser uma oportunidade para se tornar mais íntimo do filho, e compartilhar com ele o dia a dia de um modo novo.

É uma boa oportunidade para que se aproximem e desenvolvam uma forma própria de se relacionarem.

Favorece ao filho mais espaço para aprender com o pai, observar como ele resolve e encaminha os problemas e dificuldades do dia a dia. Ganham os quatro: pai e filho que se aproximam, mãe que, mesmo sentindo falta do filho, pode se ocupar mais tranquilamente do bebê, e este que tem à sua disposição uma mãe menos dividida.

A presença do pai pode fazer toda a diferença.

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